Alvin Lee – 5 Discos Obrigatórios na sua coleção de Blues Rock

Descubra os 5 álbuns imperdíveis de Alvin Lee que definiram sua carreira e influenciaram o blues rock mundial. Uma viagem pela discografia essencial do mestre da guitarra.

Alvin Lee tocando sua guitarra Gibson ES-335 Big Red em um show ao vivo, com sua icônica camisa de jeans.

Alvin Lee – O Virtuose que Reinventou o Blues Rock

Você conhece o homem que incendiou Woodstock com solos eletrizantes? Alvin Lee, o “guitarista mais rápido do oeste”, não apenas deixou sua marca como um dos maiores guitarristas do blues rock, mas também redefiniu o gênero com uma habilidade técnica e energia sem precedentes.

Sua jornada musical, desde os dias com o Ten Years After até suas colaborações solo, continua inspirando gerações.Este artigo mergulha nos 5 discos que capturam o coração e a alma da música de Alvin Lee.

Sejam as faixas cheias de improvisação do Ten Years After ou os trabalhos inovadores de sua carreira solo, cada álbum aqui selecionado é uma aula de como o blues rock pode transcender barreiras e emocionar.

Prepare-se para explorar os momentos que eternizaram Alvin Lee como uma lenda. Descubra os riffs que mudaram a história do rock e entenda por que esses álbuns são obrigatórios para qualquer fã de boa música.

Está pronto para conhecer o lado mais veloz e intenso do blues rock? Continue lendo e mergulhe no mundo de Alvin Lee.

O Contexto e a Trajetória de Alvin Lee

Alvin Lee nasceu em 19 de dezembro de 1944, na cidade de Nottingham, Inglaterra, em um lar repleto de referências musicais. Seus pais eram apaixonados por jazz e blues, o que moldou sua sensibilidade musical desde cedo.

Ele desenvolveu seu interesse musical influenciado pelos pais, que possuíam extensas coleções de blues e jazz. Aos 13 anos, iniciou sua jornada na guitarra, direcionando sua técnica para o rock’n’roll, inspirado por ícones como Chuck Berry e Scotty Moore.

Foto da banda Ten Years After, com Alvin Lee e os outros membros Ric Lee, Leo Lyons e Chick Churchill.
O Ten Years After, liderado por Alvin Lee, redefiniu o blues rock nos anos 70 com seu som inovador e performances históricas.

A Formação do Ten Years After

Em 1960, Lee conheceu o baixista Leo Lyons, formando uma parceria duradoura. Dois anos depois, integraram a banda Jaybird, ganhando notoriedade local. Durante esse período, apresentaram-se no Star Club em Hamburgo, Alemanha, palco que também recebeu os Beatles.

Em 1966, juntamente com o baterista Rick Lee e o tecladista Chick Churchill, mudaram-se para Londres e adotaram o nome Ten Years After. Com Alvin nos vocais e guitarra, o grupo mesclava blues e rock’n’roll, destacando-se pela velocidade e precisão dos solos de Lee.

A apresentação no Marquee Club e a participação no Festival de Jazz e Blues de Windsor, em agosto de 1967, antecederam o lançamento do álbum de estreia homônimo.

O álbum de estreia, Ten Years After (1967), recebeu críticas positivas, mas foi com Ssssh (1969) e Cricklewood Green (1970) que a banda conquistou relevância internacional.

Em 1968, a banda realizou sua primeira turnê nos Estados Unidos, ampliando sua popularidade. A performance inovadora de Alvin Lee, com solos longos e rápidos, consolidou o Ten Years After no cenário musical, culminando na participação no festival Woodstock em agosto de 1969.

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A Consagração no Woodstock

Em agosto de 1969, o Ten Years After participou do icônico Festival de Woodstock. A performance da banda, especialmente na faixa “I’m Going Home”, foi um dos pontos altos do evento.

Alvin Lee impressionou o público com solos rápidos e precisos, uma verdadeira explosão de energia. Essa apresentação não apenas consolidou a banda nos Estados Unidos, mas também marcou Alvin como um dos maiores guitarristas de sua geração.

Mudanças na Carreira e Trabalhos Solo

Em 1973, buscando novos horizontes, Lee lançou o álbum “On The Road To Freedom” em parceria com o cantor americano Mylon LeFevre, contando com colaborações de George Harrison e Ron Wood.

Posteriormente, aceitou o convite de Jerry Lee Lewis para tocar em Londres, resultando no álbum duplo “The Session”, que também contou com Peter Frampton e Rory Gallagher.

Em 1974, formou o grupo Alvin Lee & Co., gravando o álbum ao vivo “In Flight” no Rainbow Theatre, em Londres. Nos anos seguintes, lançou os álbuns “Pump Iron!” (1975) e “Let It Rock” (1978).

Na década de 1980, destacou-se com “Free Fall” (1980) e “AXIS” (1981), realizando turnê com Mick Taylor. Em 1986, lançou “Detroit Diesel”, com participações de Jon Lord e George Harrison.

Imagem promocional do álbum On the Road to Freedom, com Alvin Lee e Mylon LeFevre tocando violão em estúdio.
Alvin Lee e Mylon LeFevre durante as gravações de On the Road to Freedom, um marco colaborativo que uniu rock, gospel e country.

O Legado que Vive Além do Tempo

Em 1989, reuniu-se com o Ten Years After para o álbum “About Time”, mas optou por seguir carreira solo. Continuou produzindo e lançando trabalhos como “Zoom” (1992), “Nineteen Ninety-Four” (1994), “In Tennessee” (2004), “Saguitar” (2007) e “Still On The Road To Freedom” (2012).

Alvin Lee sofria de arritmia atrial e, durante uma cirurgia de correção em 2013, enfrentou complicações que levaram ao seu falecimento aos 68 anos. Em outubro de 2013, foi lançado o álbum póstumo ao vivo “The Last Show”, registrando sua última apresentação em Raalte, Holanda, em maio de 2012.

Agora que você conhece o contexto e a trajetória de Alvin Lee, é hora de explorar os cinco discos que definem seu legado e mostram por que ele continua sendo uma lenda do blues rock.

Os 5 Melhores Discos da Carreira de Alvin Lee

Agora que você conhece o contexto e a trajetória de Alvin Lee, é hora de explorar os cinco discos que definem seu legado e mostram por que ele continua sendo uma lenda do blues rock.

Capa do álbum "Cricklewood Green" (1970), do Ten Years After, com uma estátua e objetos simbólicos que remetem à temática artística.
Capa do álbum “Cricklewood Green” (1970), do Ten Years After, um clássico que une blues e psicodelia.

1 – “Cricklewood Green” (1970) – Ten Years After

“Cricklewood Green” representa o auge da criatividade do Ten Years After, consolidando a banda como uma das maiores forças do blues rock dos anos 1970. Neste álbum, Alvin Lee explora texturas psicodélicas e arranjos mais experimentais, ao mesmo tempo que mantém a essência crua do blues. É uma obra que captura a evolução sonora do grupo, equilibrando técnica e emoção.

“Love Like a Man” é um clássico instantâneo, com um groove hipnótico e um solo inesquecível de Alvin Lee. Já “50,000 Miles Beneath My Brain” é uma viagem musical que mescla improvisações ousadas e atmosferas psicodélicas, enquanto “Me and My Baby” retorna às raízes do blues com uma energia vibrante. Cada faixa reflete o domínio técnico da banda e a liderança criativa de Alvin Lee.

O álbum apresenta uma produção sofisticada, que destaca a coesão entre os membros. O som é rico e detalhado, permitindo que cada instrumento brilhe. “Cricklewood Green” é frequentemente citado como uma obra-prima, representando a capacidade do Ten Years After de transcender as fronteiras do blues rock.

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Capa do álbum *A Space in Time* (1971), do Ten Years After, mostrando os membros da banda sentados em um campo gramado
Capa do álbum “A Space in Time” (1971), do Ten Years After, que trouxe o clássico “I’d Love to Change the World”

2 – “A Space in Time” (1971) – Ten Years After

Lançado em 1971, “A Space in Time” representa um ponto de virada para o Ten Years After. Abandonando parcialmente a intensidade crua de álbuns anteriores, o disco adota uma abordagem mais melódica e acústica.

Alvin Lee e sua banda exploram novas texturas e arranjos, trazendo uma sonoridade mais acessível que lhes garantiu o maior sucesso comercial.

A icônica “I’d Love to Change the World” destaca-se como o maior hit do grupo. Com uma letra reflexiva e uma melodia cativante, a música aborda questões sociais e políticas, ainda relevantes.

Seguindo pelo repertório, “Over the Hill” surpreende com arranjos de cordas delicados que enriquecem a experiência sonora, enquanto “Baby Won’t You Let Me Rock ‘n’ Roll You” resgata a energia vibrante do rock’n’roll.

A produção de “A Space in Time” é notável por sua clareza e equilíbrio. Cada instrumento ocupa seu espaço, criando um ambiente sonoro rico e harmônico. Este álbum é uma prova de que o Ten Years After podia se reinventar sem perder sua essência.

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Capa do álbum "Ssssh" (1969), do Ten Years After, com uma arte psicodélica e sobreposição de rostos em tons vibrantes.
Capa do álbum “Ssssh” (1969), do Ten Years After, um dos marcos do blues rock britânico.

3 – “Ssssh” (1969) – Ten Years After

Lançado em 1969, Ssssh é um dos álbuns mais intensos do Ten Years After, refletindo a energia explosiva que a banda levava aos palcos. Este disco captura a essência do blues rock britânico da época, misturando riffs pesados com improvisações cruas. Alvin Lee, com sua habilidade técnica e carisma, lidera a banda em um momento de pura inspiração.

“Good Morning Little Schoolgirl” é um dos grandes destaques, uma releitura vibrante do clássico do blues que Alvin Lee transforma com solos enérgicos e vocais apaixonados. “Two Time Mama” oferece uma abordagem mais acústica, enquanto “I Woke Up This Morning” combina letras introspectivas com riffs elétricos avassaladores.

Cada faixa apresenta o Ten Years After em sua forma mais visceral e envolvente.

“Ssssh” tem uma produção que prioriza a espontaneidade, deixando transparecer a química entre os membros da banda. Leo Lyons, Ric Lee e Chick Churchill formam a base perfeita para os solos inovadores de Alvin. Este álbum é uma prova do impacto do Ten Years After no blues rock.

Capa do álbum *On the Road to Freedom* (1973), de Alvin Lee e Mylon LeFevre, com os artistas caminhando por uma estrada cercada por árvores.
Capa do álbum “On the Road to Freedom” (1973), uma colaboração icônica entre Alvin Lee e Mylon LeFevre

4 – “On the Road to Freedom” (1973) – Alvin Lee & Mylon LeFevre

Em 1973, Alvin Lee uniu forças com Mylon LeFevre para criar On the Road to Freedom, um álbum que explorou territórios musicais inéditos para o guitarrista. A mistura de rock, gospel, blues e country tornou este projeto uma obra singular em sua carreira.

Alvin se afastou da intensidade do Ten Years After para abraçar uma sonoridade mais introspectiva e colaborativa, envolvendo grandes nomes da música.

A faixa-título, “On the Road to Freedom”, captura perfeitamente o espírito do álbum, com melodias leves e uma mensagem inspiradora. “So Sad (No Love of His Own)”, escrita e cantada por George Harrison, emociona com sua profundidade e arranjos delicados.

“Fallen Angel” e “We Will Shine” destacam-se pela harmonia entre Alvin e Mylon, com letras que refletem esperança e superação.

O álbum contou com participações ilustres, como Ron Wood, Steve Winwood e Mick Fleetwood, enriquecendo a diversidade sonora. A produção, orgânica e sofisticada, evidencia o amadurecimento musical de Alvin Lee, mostrando sua habilidade em se adaptar e inovar.

Descubra o lado mais reflexivo e inspirador de Alvin Lee em uma obra que transcende gêneros musicais.

Capa do álbum *In Flight* (1974), de Alvin Lee & Co., com Alvin Lee segurando um falcão, simbolizando sua liberdade criativa.
Capa do álbum “In Flight” (1974), de Alvin Lee & Co.

5 – “In Flight” (1974) – Alvin Lee & Co.

Gravado no Rainbow Theatre, em Londres, In Flight é um registro vibrante que captura Alvin Lee em seu habitat natural: o palco. Neste álbum ao vivo, ele explora a liberdade criativa e a energia bruta que marcaram sua carreira.

Acompanhado por uma banda talentosa, Alvin lidera um repertório que combina composições originais e releituras de clássicos, reafirmando sua habilidade como frontman e improvisador.

“Got to Keep Moving” abre o álbum com intensidade, destacando a destreza técnica de Alvin e sua interação com a banda. “Ride My Train” mantém o ritmo acelerado, com solos marcantes que hipnotizam.

As versões de “Don’t Be Cruel” e “Money Honey” mostram sua habilidade em revitalizar clássicos do rock e do blues com uma abordagem única. “Freedom for the Stallion” se destaca pela atmosfera emocional e pelas nuances vocais.

Com uma formação que inclui Mel Collins (saxofone), Alan Spenner (baixo) e Tim Hinkley (teclados), In Flight oferece momentos de pura sinergia musical. A produção ao vivo captura a espontaneidade e o carisma de Alvin, transportando o ouvinte diretamente para o espetáculo.

Experimente a intensidade de Alvin Lee ao vivo e sinta o poder de sua guitarra em cada nota.

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Conclusão

Alvin Lee, reconhecido como o “guitarrista mais rápido do oeste”, deixou um legado indelével no blues rock. Álbuns como Cricklewood Green, A Space in Time, Ssssh, On the Road to Freedom e In Flight destacam sua versatilidade e inovação musical.

Sua guitarra emblemática, a Gibson ES-335 apelidada de “Big Red”, tornou-se sinônimo de seu estilo único. Além dela, Lee utilizou modelos como a Gibson Les Paul e a Fender Stratocaster, explorando diferentes sonoridades e ampliando os horizontes do rock. Sua habilidade técnica e paixão continuam a inspirar músicos ao redor do mundo.

Guitarra Gibson ES-335 em acabamento vermelho, modelo icônico usado por Alvin Lee em suas performances lendárias.
A lendária Gibson ES-335, conhecida como ‘Big Red’, que imortalizou Alvin Lee como um dos maiores guitarristas do blues rock. Agora, é sua vez de fazer história com este clássico atemporal!

Qual a sua Opinião?

Qual desses 5 álbuns de Alvin Lee é o seu favorito? Ou tem outro disco que você acha indispensável? Deixe seu comentário e compartilhe suas opiniões com outros fãs! Aproveite para enviar este artigo para amigos que também curtem o bom e velho blues rock!

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