Elvis Presley – 5 Discos Essenciais Para Conhecer o Rei do Rock

Neste artigo selecionamos cinco discos fundamentais para compreender a vasta discografia de Elvis Presley, cobrindo todas as fases criativas do artista que redefiniu o rock n’ roll e a música popular do século XX.

Elvis Presley tocando guitarra em apresentação ao vivo, símbolo dos discos essenciais do Rei do Rock
Elvis Presley em performance ao vivo, sintetizando a força artística e o impacto cultural dos discos que definiram a trajetória do Rei do Rock.

Introdução

Elvis Presley mudou o jogo da música pop na década de 1950. Sua imagem personificava um novo gênero musical que oferecia aos jovens norte-americanos, pela primeira vez, um ídolo que seus pais não gostavam.

Até por isso, é inegável que ele exerceu e exerce influência sobre um vastíssimo rol de astros do rock. Como o próprio Bono, vocalista do U2, escreveu sobre Elvis Presley em uma edição especial da revista Rolling Stone: “Em Elvis, você tinha a receita do rock n’ roll. A Altivez – altivez do gospel. A lama – do Delta, do blues, a liberação sexual. Controvérsia. Mudando o modo como as pessoas viam o mundo. Está tudo lá em Elvis.”

Essa declaração de Bono poderia ser feita por outros nomes importantes da música, autodeclarados influenciados por Elvis Presley. O que só corrobora o fato de que Elvis foi além de uma importância iconográfica.

Ele não apenas escandalizou as famílias brancas norte-americanas com um provocativo apelo sexual em sua dança, que lhe rendeu o apelido “The Pelvis”. Ele foi um artista que quebrou as regras e entregou música de altíssima qualidade.

Além disso, a violência e a energia do rock devem muito à personalidade de Elvis Presley, mesmo que ele esteja longe de ser o criador do gênero como pode parecer. É fato que a partir dele o rock n’ roll estaria marcado eternamente por sua rebeldia juvenil. Elvis era uma usina de emoções que o sistema teve muita dificuldade de domar.

No aspecto puramente musical, a relevância de Elvis como cantor, além da potente e belíssima voz, residia na inflexão que imprimia nas palavras, claramente emprestada da música negra, do gospel e do rythm&blues que cresceu ouvindo.

O Mito de Elvis Presley

Elvis Presley se tornou um daqueles nomes da cultura pop dos quais somos incapazes de dissociar o homem do mito! Natural de East Tupelo, gravou um disco para sua mãe, Gladys, e se tornou o “king creole” de um novo gênero musical contra-cultural que surgia nos Estados Unidos nos anos 1950.

Após um período de glória, a ação das drogas e do tempo sobre seu corpo terminaram por leva-lo a um beco sem saída artístico-existencial, culminando em sua morte melancólica, indigna do sucesso que ele alcançou em vida.

Os Cinco Discos Essenciais Para Conhecer Elvis Presley

A discografia de Elvis Presley é muito vasta e pode ser desanimadora para quem quer começar a ouvir a sua obra além das coletâneas de sucessos. Afinal, um álbum representa muito do que viva aquele artista na época.

Com isso em mente, escolhi cinco discos que considero essenciais para entender a obra de Elvis Presley em todas as suas fases.

Elvis Presley cantando e tocando violão nos anos 1950, imagem associada ao primeiro disco do Rei do Rock
Elvis Presley nos anos 1950, no momento em que seu primeiro disco ajudou a definir os fundamentos do rock n’ roll.

 

1) Elvis Presley (1956)

“Blue Suede Shoes” “Tutti Frutti” fazem deste primeiro álbum de Elvis Presley uma prova definitiva do quão emocionalmente explosivo ele era  em seus primeiros dias. Algo registrado na capa que virou modelo a ser copiado nas décadas seguintes (que o diga o The Clash).

E até por isso este disco se torna importante em nossa lista. Um dos primeiros álbuns que definiram o rock n’ roll como gênero musical, “Elvis Presley” de 1956 é uma deliciosa liberação de instintos primitivos dentro de um compasso quatro por quatro, da raiva de “I Got a Woman” (de Ray Charles) à melancolia de “Blue Moon”.

A rusticidade vem também na produção que pode soar até mesmo diletante para os ouvidos atuais. O repertório foi montado a partir de várias sessões de gravação diferentes e ao contrário do que muitos pensam, o sucesso que levou Elvis ao estrelato em semanas, “Heartbreak Hotel”, não constava no setlist original.

Por fim, uma menção à excelente “Trying to Get You”, talvez a melhor música do disco!

Capa do álbum Elvis Is Back! de 1960, um dos discos essenciais de Elvis Presley
Elvis Is Back! (1960), o álbum que marcou o retorno de Elvis Presley ao auge criativo e a uma de suas fases mais celebradas.

2) Elvis Is Back (1960)

Este é o primeiro disco de Elvis Presley após sua passagem pelo exército. Ele entrou no exército em 1958, no auge do seu sucesso. Esta foi uma manobra que o livrou do ostracismo em uma fase complicada para o rock n’ roll e do desgaste de sua imagem.

Após dois anos sem material novo de Elvis Presley, a RCA estava ávida para gravar um novo disco do cantor. Tanto que rapidamente o single com as músicas “Stuck On You”“Fame and Fortune” foi lançado.

Novamente ele atingiria o topo das paradas de sucesso preparando o terreno para “Elvis Is Back”, talvez o disco mais importante da carreira de Elvis Presley, um disco que o levava de volta à suas raízes.

Em faixas como “A Mess of the Blues”, “It Feels So Right”, “Fever”, “Such a Night”, “Reconsider Baby” “Like a Baby” mostravam um Elvis novamente lascivo e livre artisticamente, numa sessão de gravação que exala organicidade e ainda frutificaria clássicos como “Are You Lonesome Tonight” “It’s Now or Never”, lançados posteriormente apenas em singles.

Este disco representa a melhor fase de Elvis Presley! Sem dúvidas.

Capa do álbum How Great Thou Art de 1967, disco gospel essencial de Elvis Presley
How Great Thou Art (1967), o álbum gospel que revelou um dos momentos vocais mais impressionantes da carreira de Elvis Presley.

3) How Great Thou Art (1967)

Jerry Schilling, um dos membros da “Máfia de Memphis” contou que quando Elvis não se sentia bem, ia ao piano num lugar isolado da casa e sozinho só cantava música gospel.

Isso pode parecer estranho pela imagem que Elvis Presley criou em seus primeiros anos de carreira, mas alguns de seus melhores discos são registros apenas para clássicos do cancioneiro gospel. Entre eles este “How Great Thou Art”, de 1967.

Poucos discos gospel marcaram os charts de singles, como o Top 40, mas  “How Great Thou Art” é um destes, sem dúvidas, por causa da belíssima “Crying in the Chapel”, gravada ao lado do The Mormon Tabernacle Choir e Edwin Hawkins Singers (que gravaram o clássico “Oh Happy Day”).

O repertório se divide entre baladas devocionais e canções mais agitadas, donde podemos destacar “Where No On Stands Alone”, “Without Him”, “So High”, “By And By” “Where Could I Go To But The Lord” como destaque deste segundo disco gospel de Elvis Presley.

Capa do álbum From Elvis In Memphis de 1969, um dos melhores discos de Elvis Presley
From Elvis In Memphis (1969), o álbum que simboliza o retorno artístico e a maturidade musical de Elvis Presley.

4) From Elvis In Memphis (1969)

A década de 1960 foi de muito trabalho para Elvis Presley. Após retornar do exército ele gravou um bom disco, mas passou maior parte do tempo com a agenda lotada pela gravação de filmes de gosto discutível, mas de muito sucesso, e seus discos de música gospel.

Seu retorno como entidade imortal da música aconteceu, de fato, em 1968, num especial de televisão onde ele se concentrou num repertório apenas com o que mais gostava no r&b.

Já um artista experiente e de sucesso, Elvis voltou à Memphis, sua cidade natal e agendou sessões no American Sound Studio, um lugar que respirava a música sulista norte-americana. Um ambiente de gravação que Elvis não frequentava há mais de uma década.

O resultado veio em “From Elvis In Memphis”, talvez o disco mais maduro de sua carreira. Com um time de músicos de primeira Elvis Presley ofereceu um funk lascivo em “I’m Moving On”, uma fatia de soul em “Only The Strong Survive”, e um hit irresistível em “In The Ghetto”. 

Além destas, podemos citar “Suspicious Mind”, um de seus mais emblemáticos clássicos, que foi gravado nesta mesma sessão mas não entrou no repertório original do disco, sendo lançada apenas como single.

Numa época que os Estados Unidos viam o fim do movimento hippie, vivam a guerra do Vietnã e sentiam o luto de assassinatos de personalidade importantes, “From Elvis In Memphis” trouxe Elvis Presley como um ídolo norte-americano renovado!

Elvis Presley se apresentando ao vivo em That’s the Way It Is, um dos discos essenciais de sua carreira
That’s the Way It Is (1970), o disco que consolidou Elvis Presley como um artista de grandes espetáculos e interpretações grandiosas.

5) That’s the Way It Is (1970)

“That’s the Way It Is” é o décimo segundo álbum de estúdio de Elvis Presley e talvez a grande surpresa da nossa lista. Lançado pela RCA Records em novembro de 1970 este é um disco composto por oito faixas de estúdio gravadas em Nashville, e quatro faixas ao vivo gravadas no The International Hotel em Las Vegas.

Acho este disco importante na carreira de Elvis Presley por representar, junto com “Elvis Country”, o disco que viria na sequência, seu último grande momento antes dos excessos cobrarem seu preço.

“That’s the Way It Is” mostra o momento em que Elvis Presley chega ao circuito de cassinos de Las Vegas e, consequentemente, redireciona sua música para algo mais acessível e controlado, com grandes arranjos, coros de vozes e baladas sofisticadas.

Interpretações magníficas de músicas como “Bridge Over Troubled Water”, “I Just Can’t Help Believin'”, “Mary in the Morning” “You’ve Lost That Lovin’ Feelin'” se tornaram icônicas e junto com o traje que Elvis veste na capa são os melhores símbolos deste seu último período da carreira. Ele faleceria em 16 de agosto de 1977, de um infarto.

Conclusão

Escolher apenas cinco títulos dentro de uma discografia tão extensa quanto a de Elvis Presley é um exercício de síntese histórica e musical. Esses discos revelam não apenas a evolução artística do cantor, mas também como ele atravessou estilos, épocas e expectativas, mantendo relevância e potência expressiva até o fim de sua carreira. São registros que explicam por que Elvis Presley permanece central na história da música popular.

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