“Physical Graffiti”, clássico sexto disco da banda LED ZEPPELIN lançado em 1975, é nossa indicação de hoje na seção DISCOS QUE VOCÊ DEVIA OUVIR, cuja proposta você confere nesse link.
Introdução
Você já parou para pensar em como um disco pode captar a essência de uma época e, ao mesmo tempo, transcender gerações? É exatamente isso que acontece quando coloco o meu Physical Graffiti no toca-discos. Lançado em 1975 pela gravadora Swan Song, este álbum duplo do Led Zeppelin carrega uma energia tão intensa que, a cada rotação do vinil, sinto como se estivesse voltando no tempo para vivenciar o auge do Rock Clássico.
Por ter sido idealizado sob a forte influência criativa da banda, cada faixa traz elementos que deixam o ouvinte em transe — do peso característico da guitarra de Jimmy Page até os vocais marcantes de Robert Plant. E toda essa experiência começa antes mesmo da agulha tocar: a icônica capa de Physical Graffiti, criada pelo renomado designer Peter Corriston, é um convite à imersão completa nesse universo.

Led Zeppelin: “Physical Graffiti” – Você Devia Ouvir Este Disco Hoje!
Uma das coisas que me conquistou em Physical Graffiti foi o equilíbrio perfeito entre o peso do rock e o experimentalismo que a banda assumiu sem medo. Quando coloco o disco no meu toca-discos, cada faixa se torna um convite para mergulhar fundo no universo Led Zeppelin.
Definição em poucas palavras
- Adulto, Classudo ao quadrado, Grudento, Guitarra, Pesado, Pra Encher a Cara, Rock Inglês, Urbano.
Estilo do Artista
- Classic Rock.

Comentário Geral:
Em 1974 o Led Zeppelin era a maior banda de rock do mundo. Com cinco álbuns históricos lançados, em especial, o famoso “Led Zeppelin IV”, a banda experimentava sua melhor forma técnica, vindo de certas expansões e experimentações sonoras no último álbum, “Houses of the Holy” (1973).
Seguindo a tendência dos grandes nomes da época, o Led Zeppelin, em 1974, inaugurava seu próprio selo, o Swan Song (nome advindo de uma canção nunca gravada pela banda e que foi utilizada posteriormente por Jimmy Page no The Firm), cujo primeiro lançamento ficou a cargo do melhor álbum do Zepelim de Chumbo, o clássico “Physical Graffiti”.
Neste álbum temos um dos maiores clássicos do rock, “Kashmir”, que nasceu de um antigo riff composto por Page e se desenvolveu para uma canção antológica, adornada pelos irretocáveis arranjos de cordas de John Paul Jones e a sensualidade vocal de Robert Plant.
O tempero oriental bem acentuado da canção foi inspirado por uma viagem da dupla Page/Plant ao Marrocos.
“Kashmir” resume de modo ímpar algumas facetas deste álbum que deflagra uma fase mais experimental da banda, homogeneizando um amálgama de jam sessions, um pouco de pop, groove, influências orientais, doses homeopáticas de folk e muito peso.
O que poucas vezes é mencionado é o fato de “Physical Graffiti” ser basicamente um álbum de sobras de estúdio.
Por exemplo, “Bron-Yr-Aur” foi registrada em 1970, para o álbum Led Zeppelin III; “Night Flight”, “Boogie With Stu” (buscando as raízes da banda) e “Down By The Seaside” (uma clara referência musical a Neil Young) são composições excluídas do já citado Led Zeppelin IV; “The Rover” e “Black Country Woman” foram gravadas em 1972, assim como “Houses Of The Holy” que fora composta para figurar no álbum anterior e homônimo.
Apesar deste “reaproveitamento” de composições, o esmero outorgado para cada uma das composições aqui presentes salta aos ouvidos.
Na canção “Ten Years Ago”, Page harmoniza mais de dez guitarras e os arranjos apresentados por cada uma das canções mostra uma confiança que só músicos em alto nível possuem, tanto que o espaço para experimentações está aberto e sem muros.
As provas irrefutáveis deste fato estão na irretocável “In My Time of Dying” (que fora gravada enquanto era composta em uma jam, com destaque ao slide de Jimmy Page e ao entrosamento dos músicos), na disfarçadamente “funkeada” “Trampled Under Foot”, no groove e no arranjo sensacional de “Custard Pie” (com seus versos em duplo sentido) e na progressiva “In The Light”.
Sem dúvidas este primeiro álbum duplo do Led Zeppelin marcava o ponto de máximo da música da banda. Dali adiante, alguns demônios assombrariam a biografia de seus integrantes, em especial, Robert Plant, que gravaria o próximo álbum em uma cadeira de rodas e perderia seu filho para uma doença rara, fazendo que as qualidade musical começasse seu decrescimento.
Já nas gravações de Physical Graffiti estas forças pairavam sobre a banda, fazendo com que John Paul Jones caísse de cama e interrompesse as gravações do álbum.
Muitos alegam que tudo começou quando o quarteto começou a se interessar por ocultismo, principalmente o guitarrista Jimmy Page, um colecionador de artigos relacionados a Aleister Crowley.
Mas são apenas conjecturas fantasiosas que não tiram o brilhantismo do melhor álbum de uma das maiores bandas da história do rock.
Poucas vezes a expressão “clássico do rock” foi tão bem encaixada quanto para este álbum.
Obrigatório! Nem precisa dizer que VOCÊ DEVIA OUVIR ISTO!

Ano
- 1975
Top 3
- “Houses Of The Holy”;
- “Kashmir”; e
- “Trampled Under Foot”.
Formação
- Robert Plant (vocais);
- Jimmy Page (guitarra);
- John Paul Jones (baixo);
- John Bonham (bateria).
Disco Pai
Disco Irmão
Disco Filho:

Curiosidades:
Foi durante as gravações este álbum que Jimmy Page efetivou a compra da Boleskine House, residência do mago Aleister Crowley, um dos nomes do ocultismo que Page estudara e para quem dedicamos este texto especial. Além disso, o prédio eternizado na capa do álbum existe realmente e fica no St. Mark’s Place, em Nova York.
O guitarrista comprou a casa para ficar mais perto daquilo que estudava e o influenciava. Jimmy Page passava períodos de no máximo três dias na Boleskine House e algumas partes do filme “The Songs Remais the Same”, do Led Zeppelin, chegaram a ser gravadas ali. Coincidência ou não, é fato que ao mesmo tempo que o Led Zeppelin ascendeu de forma vertiginosa, tragédias começaram a cercar seus integrantes após a compra da mansão.
Nas gravações de “Physical Graffiti” (1975), estas forças pairavam sobre a banda, fazendo com que John Paul Jones caísse de cama e interrompesse as gravações do álbum. Em certa entrevista, Jimmy Page chegara a afirmar que “fenômenos estranhos aconteciam na casa”, mas que nada tinham a ver com Crowley. Segundo ele, “as energias ruins já estavam lá”.
Pra quem gosta de
Filosofia, comida indiana, incenso, reciclagem, clássicos do rock, discos de vinil, curry e Irish Cofee.

Conclusão
Falar sobre Physical Graffiti para mim é quase como relembrar uma história de amor. Esse álbum do Led Zeppelin me inspira a cada audição, mostrando que o Classic Rock tem muito a nos oferecer, tanto em termos de arranjos musicais quanto de experimentação sonora. Se você ama rock e ainda não teve a chance de ouvir (ou revisitar) esse clássico, sugiro que faça isso agora mesmo e se permita sentir toda a atmosfera que ele carrega.
Agora, chegou a sua vez:
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Afinal, a beleza do Rock Clássico está nessa troca de experiências e descobertas que fazemos ao longo da nossa trajetória como ouvintes e colecionadores. Espero ter despertado em você a vontade de colocar esse álbum histórico para tocar. E que a magia do Led Zeppelin ecoe por muitos e muitos anos!

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