Ozzy Osbourne: Os 5 Melhores Discos Para Conhecer o Madman

Ícone inconfundível, Ozzy Osbourne coleciona álbuns que marcam épocas e influenciam gerações. Neste guia rápido – mas extremamente aprofundado – destrinchamos cinco obras-chave que cristalizam a essência do heavy metal, do surgimento soturno com o Black Sabbath à reinvenção solo que dominou o rock dos anos 1990.

Ozzy Osbourne de braços abertos, usando coroa e luz vermelha dramática, simbolizando sua realeza no heavy metal e rock.
Ozzy Osbourne, o Príncipe das Trevas, em pose icônica — mergulhe no artigo e conheça agora os 5 discos que definiram o heavy metal!

Introdução

Ozzy Osbourne, o mago do heavy metal, o Madman, ou O Príncipe das Trevas, é uma lenda não só da música pesada, mas de cultura pop do século XX.Figura chave em ao menos duas gerações dentro do heavy metal, ele estava lá quando o gênero foi criado no primeiro disco do Black Sabbath, e também quando o metal virou mainstream nos anos 1980, em uma sólida carreira solo.

Muito se fala sobre a importância de riffs colossais, vocais dilacerantes e letras que flertam com o oculto, mas poucos artistas conseguem amarrar esses elementos com a autoridade de Ozzy Osbourne. Dono de uma carreira que atravessou cinco décadas, o madman de Birmingham entregou discos que não apenas definiram estilos, como também se tornaram porta de entrada para novos fãs.

Muito além de uma figura pitoresca do heavy metal, ele sempre teve um olho clínico para a música pesada, principalmente para escolher os guitarristas que trazia à tira-colo em seus discos, além de mostrar uma capacidade de adaptação como poucos nomes tiveram em suas carreiras. Tony Iommi, Randy Rhoads, Brad Gillis, Jake E. Lee, Zakk Wylde e Joe Holmes são os principais guitarristas que ajudaram o Madman a construir uma sólida carreira da qual nos propusemos à hercúlea tarefa de pinçar cinco discos essenciais!

Por isso, reunir cinco capítulos essenciais de sua discografia é mergulhar na própria história do heavy metal. Para elaborar esta seleção, consideramos impacto cultural, relevância musical, coesão artística e, claro, a dose exata de ousadia que sempre acompanhou Ozzy. Se você busca compreender como o heavy metal ganhou personalidade própria, basta seguir este passeio cronológico.

A cada álbum, revisitamos bastidores curiosos, faixas seminais e pequenas polêmicas, mostrando como o vocalista redefiniu seu som em diferentes momentos. Prepare seus fones, aumente o volume e venha deslindar as nuances que transformaram esses lançamentos em clássicos absolutos.

Como teremos um texto específico para os 5 discos essenciais para conhecer o Black Sabbath, darei enforque maior na carreira solo de Ozzy Osbourne.

1) Black Sabbath: “Black Sabbath” (1970)

Não! Esse não é o melhor disco do Black Sabbath! Não é nem o melhor disco da fase-Ozzy Osbourne, mas é o mais importante disco da carreira da qualquer um dos quatro nomes da formação da banda.

Como estilo musical, o marco zero convencionado para o nascimento do heavy metal é o lançamento deste primeiro álbum do Black Sabbath. Ou seja, não dá pra não enumerá-lo nesta lista!

O disco foi gravado por uma quantia pífia, em pouco tempo de estúdio e em apenas oito canais. Mas a música ali impressa, aliado ao esquema de promoção criado pela gravadora, que o lançou numa sexta-feira, 13 de fevereiro, exaltava a imagem sombria e ocultista evocada pela capa e pelo próprio nome da banda.

Numa época onde a onda hippie e o discurso flower power eram aspergidos pelos convertidos aos dogmas emanados no Woodstock, o Black Sabbath abria possibilidades para uma temática sobrenatural, à começar pela capa que trazia uma arte gráfica fúnebre e gótica, de uma mulher parada num cenário lúgubre completado por uma casa abandonada, em tons marrom e cinza. Sobre as lendas e mistérios da capa, escrevemos este texto especial.

Todos ficavam impactados com o poder do riff da faixa título que abria o álbum com direito a chuva e sinos, e uma longa jornada com drama de filme de terror ao narrar um encontro com o Diabo!

E ainda tinha “The Wizard”, “N.I.B.”,, “Evil Woman” e “Behind The Wall of Sleep” encabeçando um conjunto de faixas construídas por acordes menores do blues, e improvisos jazzísticos,  mas com psicodelia ocultista, tempos mais lentos, quase rastejantes, e clima funesto, épico, obscuro, e teatral.

Capa icônica do primeiro álbum do Black Sabbath, mostrando uma figura misteriosa em frente a um moinho antigo sob um céu nublado, evocando a atmosfera sombria do nascimento do Heavy Metal.
O primeiro álbum do Black Sabbath é uma obra-prima que definiu o Heavy Metal e que você pode adicionar à sua coleção clicando aqui.

2) Ozzy Osbourne: “Blizzard of Ozz” (1981)

Após o primeiro disco, o Black Sabbath ofereceu uma sequência de cinco clássicos inquestionáveis com Ozzy nos vocais, mas, à partir de 1976, com “Technical Ecstasy”, a situação começava a ficar crítica, e começa a decadência da primeira fase da principal banda de heavy metal daqueles dias.

Em 1977, o pai de Ozzy morre e aliado ao consumo de drogas e bebidas o vocalista surta, briga com todo mundo na banda e chega a deixar o posto. Num primeiro momento voltaria atrás, gravando “Never Say Die” (1978), mas seria sacado da banda por um misto de vontade de experimentar novos horizontes e um convite para sair por parte de Tony Iommi.

Foi um período complicado entre a saída do Black Sabbath, em 1979, e o primeiro disco solo, “Blizzard of Ozz”, lançado em 1981. Sumiu do cenário musical, se encastelou em um hotel e alguns chegaram a cogitar sua morte.

Ozzy ressurgiu com alto poder de fogo acompanhado por um verdadeiro supergrupo. Randy Rhoads (Quiet Riot), Bob Daisley (Rainbow), Don Airey (Rainbow, Gary Moore) e Lee Kerslake (Uriah Heep) gravaram o primeiro álbum solo de Ozzy, o aclamado “Blizzard Of Ozz” que trazia os clássicos do heavy metal como “Crazy Train”, “Goodbye To Romance”, “I Don’t Know”, “Suicide Solution” (faixa que traria problemas judiciais futuros a Ozzy) e “Mr. Crowley”.

Um disco de heavy metal puro, clássico, e sem frescuras, essencial em qualquer coleção de respeito!

Capa do álbum “Blizzard of Ozz” de Ozzy Osbourne, pose dramática com crucifixo, clássico do heavy metal.
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3) Ozzy Osbourne: “Diary of a Madman” (1981)

A fórmula de “Blizzard of Ozz” foi de tanto sucesso que no mesmo ano Ozzy Osbourne e seus asseclas lançam um segundo disco com a mesma abordagem, o aclamado “Diary of a Madman”. Com este disco Ozzy reconquistou o respeito dentro do cenário e seu nome foi às alturas do mundo do heavy metal, alavancado por composições como “Flying High Again”, “Little Dolls”, “Over The Mountain”, “You Can’t Kill Rock N’ Roll”, “Believer, e “S.A.T.O.”.

Foi na turnê deste disco que ocorreu o evento com o morcego no palco, quando um fã jogou o animal vivo e Ozzy pegou-o e deu-lhe um dentada (vai saber o que se passava na cabeça do madman naquele momento). Também existe uma história de que ele teria decepado a cabeça de uma pomba com os dentes em uma reunião com executivos da gravadora.

Mas a tragédia espreitava a boa fase de Ozzy. Durante a turnê pelos EUA o guitarrista Randy Rhoads morreria tragicamente num acidente aéreo, deixando um ponto de interregação quanto ao futuro de sua carreira, pois Rhoads era o pilar da sonoridade criada para a carreira solo de Ozzy.

Capa do álbum “Diary of a Madman” de Ozzy Osbourne, visual gótico com cenário sombrio, ícone do heavy metal.
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4) Ozzy Osbourne: “Speak of the Devil” (1982)

O tradicional “roubo” de nossas listas! A começar por ser um disco ao vivo, e porque aqui temos quase uma coletânea da fase Ozzy Osbourne no Black Sabbath, fechando uma lacuna deixada entre nossos dois primeiros discos enumerados.

A perda de Randy Rhoads, até hoje tem impacto no mundo do heavy metal, assim como a de Cliff Burton, existindo inferências de como seriam as carreiras de Ozzy Osbourne e Metallica se ambos não houvessem partido tão cedo deste plano. Ambos eram puro talento em prol da música pesada.

Após a morte do guitarrista Ozzy entrou numa depressão antes de sair em busca de um novo guitarrista. Para completar, o Black Sabbath, que nunca havia lançado um disco ao vivo com Ozzy Osbourne, em 1982 se preparava para lançar “Live Evil” com Ronnie James Dio (ELF, Rainbow, Dio) nos vocais.

Na imprensa, a banda acusava Ozzy de ser o culpado por nunca conseguir gravar um disco ao vivo, alegando que ele desafinava muito e geralmente esquecia as letras. A resposta de Ozzy foi esse “Speak of the Devil”, que aos meus ouvidos é infinitamente melhor que  “Live Evil”.

O setlist (de emocionar) é todo baseado na carreira de Ozzy com o Black Sabbath, trazendo faixas como “N.I.B”, “The Wizard, “Sweet Leaf”, “Snowblind”, “War Pigs”, “Black Sabbath”, “Iron Man”, “Sabbath Bloody Sabbath”, “Children of the Grave, e “Paranoid”, num disco duplo ao vivo que trouxe o guitarrista Brad Gillis, do Night Ranger, para os shows da turnê

O ano de 1983 traria “Bark At The Moon”, álbum que mantinha o alto padrão da primeira fase da carreira solo de Ozzy Osbourne, tendo Jake E. Lee substituindo Rhoads na guitarra, que também gravaria “The Ultimate Sin” (1986).

Capa do álbum ao vivo “Speak of the Devil” de Ozzy Osbourne, arte vampiresca vibrante, clássico do heavy metal.
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5) Ozzy Osbourne: “No More Tears” (1991)

Em junho de 1985 uma reunião da formação original do Black Sabbath para o Live Aid caiu como uma bomba entre os fãs. Foram apenas quinze minutos, três músicas, e expectativas, afinal, em 1986, “The Ultimate Sin”, chegou como novo capítulo da carreira solo de Ozzy, transformando a temática e a estética, que se alinhava ao glam em voga na época.

Ao fim da turnê daquele disco, Jake E. Lee sairia da banda, dando a lugar a Zakk Wylde, certamente o segundo mais importante guitarrista da carreira solo de Ozzy. Seu primeiro álbum com o madman foi “No Rest For The Wicked” (1988), mas foi com “No More Tears” (1991) que Ozzy experimentou novamente o sucesso de um álbum consistente e irrepreensível.

A trinca de abertura, com “Mr. Tinckertrain”, “I Don’t Want to Change the World” e “Mama I’m Coming Home”, ja mostrava como Zakk tinha habilidade em mesclar peso com melodia, além de dar uma oxigenada no heavy rock tradicional de Ozzy.

Este é um álbum que mistura de modo homogêneo o apelo hard rock com o DNA metálico presente na carreira solo de Ozzy, além de refletir a vibração limpa de quem vencera o vício em álcool e drogas, e mudou o estilo de vida para algo mais saudável.

Acompanhando Ozzy, além de Zakk, tínhamos os baixistas Mike Inez e Bob Daisley, o baterista Randy Castillo, e o tecladista John Sinclair. Uma banda técnica e coesa, capaz de aliar o feeling de melodias acessíveis com a intensidade do rock pesado em faixas como “No More Tears” (uma das melhores músicas da carreira de Ozzy), “Hellraiser” (composta em parceria com Lemmy Kilmister, do Motorhead) e as baladas preciosas “Time After Time” e “Road To Nowhere”.

Simplesmente obrigatório por ser o último grande disco de Ozzy Osbourne!

Capa do álbum “No More Tears” de Ozzy Osbourne, retrato etéreo com tons sépia, marco do heavy metal dos anos 90.
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Conclusão

A trajetória de Ozzy Osbourne se confunde com a evolução do heavy metal. Dos primórdios sombrios ao refinamento radiofônico, cada disco aqui apresentado oferece um recorte decisivo da arte pesada.

Mergulhar nesses álbuns é vivenciar o magnetismo de um artista que, mesmo entre altos e baixos, transformou transgressão em hino e angústia em catarse coletiva.

Ouça, compare, sinta – e conte pra gente qual desses clássicos bateu mais forte. Comente e compartilhe no WhatsApp!

Lista de Discos Obrigatórios de Ozzy Osbourne

  1. Black Sabbath – Black Sabbath [CD]
  2. Black Sabbath – Paranoid [Vinil]
  3. Black Sabbath – Master of Reality [Vinil] [CD]
  4. Black Sabbath – Vol 4 [Vinil] [CD]
  5. Ozzy Osbourne – Blizzard of Ozz [Vinil]
  6. Ozzy Osbourne – Diary of a Madman [Vinil]
  7. Ozzy Osbourne – Bark At The Moon [Vinil]
  8. Ozzy Osbourne – The Ultimate Sin [Vinil]
  9. Ozzy Osbourne – No More Tears [Vinil]
  10. Ozzy Osbourne – Ozzmosis [CD]


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